3 de out. de 2012

O que é Transtorno Bipolar – Sintomas do humor tem cura tratamento

O transtorno bipolar é uma doença mental em que o paciente apresenta instabilidade ou oscilação do humor, alterna estados de euforia e depressão.
A causa exata é desconhecida, mas segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, 50% dos portadores da doença têm menos um familiar com a mesma doença.  

Existem dois tipos de transtorno bipolar:  
a doença propriamente dita, e o que os momentos de depressão e hipomania têm uma menor duração e são mais espaçados.
Os principais sintomas da Hipomania são: aumento da energia: excesso de atividade no trabalho, estudos, compras; aumento de conversas ao telefone, de sexo, exercícios, viagens ou noites na internet; humor irritável ou mais raramente eufórico; aumento da agressividade, presença de impaciência; aceleração de pensamentos, muitas idéias, devaneios e distrações presentes, aumento da atividade mental, muitas idéias e planos; pensamentos com conteúdo exageradamente positivo: otimismo, sentimento de superioridade, arrogância, coragem, perda de timidez; aumento da impulsividade e de atividades de risco (esporte, gastos, sexo), abuso/dependência de álcool e/ou drogas e diminuição da necessidade de sono.

Os principais sintomas da Depressão são: diminuição da energia, humor depressivo (triste ou irritável), diminuição da motivação, diminuição ou perda do prazer, raciocínio lento, baixa concentração e prejuízo da memória, indecisão, apatia, desânimo; pensamentos com conteúdo negativo: pessimismo exagerado, sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, vazio, culpa em relação a tudo, medo excessivo de ficar doente ou morrer, preocupações exageradas com todo e qualquer assunto; insônia ou sono em excesso, dores pelo corpo e queixas físicas, diminuição importante ou perda da libido.

Tratamento:
O paciente deve ser avaliado por um médico e o tratamento depende da fase e da gravidade. O tratamento geralmente é feito com estabilizadores de humor e acompanhamento psicológico e psiquiatria, noites de sono bem dormidas, hobbies, alimentação saudável, a prática de exercícios físicos, espiritualidade, a família e amigos são alguns fatores que ajudam a diminuir com essa doença.

22 de ago. de 2012

Viagem Astral


É o fenômeno do deslocamento da consciência para fora do corpo físico. Em outras palavras, a possibilidade de você “estar” em algum lugar, enquanto o seu corpo físico permanece imóvel – no aconchego do quarto, por exemplo. A experiência é conhecida com nomes diferentes, conforme a doutrina ou corrente de pensamento: projeção astral para os teosóficos, viagem astral para os esotéricos, experiência fora do corpo na parapsicologia ou desprendimento espiritual no espiritismo. “Acreditamos que o ser humano possui, além do corpo físico, um corpo espiritual que pode ser exteriorizado de forma consciente, em um plano da realidade intermediário entre o plano físico e o espiritual”, diz Wagner Borges, psicólogo e fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas, em São Paulo. Segundo ele, em geral as projeções acontecem espontaneamente, quando o metabolismo do corpo diminui – durante o sono e relaxamentos. Embora a ciência não explique, há muitas pessoas que afirmam ter passado pela experiência. Entre os sinais típicos durante a projeção, estão a sensação de leveza, de deslocamento e visualização do próprio corpo. “O ser humano se liberta das leis que regem o plano físico e assim podem flutuar, tomar formas diferentes e até ir a outros lugares com a força do pensamento”, afirma o especialista.

16 de fev. de 2012

Como saber se você é bipolar?

Como saber se você é bipolar

Uma questão diferente de o que pode ser a bipolaridade, os sintomas e como ela se desenvolve em uma pessoa, é uma questão que requer autoconhecimento e sinceridade, muitas pessoas bipolares não vêm a diferente entre outras pessoas, é claro que para uma mulher, por exemplo, sofrer com um humor instável pode ser normal e a maioria sabe o que é isso inclusive durante a Tensão Pré Menstrual, porém quem tem este distúrbio acredita que o problema está nas outras pessoas que não o compreendem, mas ele nunca tentará se compreender, uma pessoa que não sofre com o distúrbio geralmente muda o seu estado de humor depois de dias ou no mínimo passa um dia triste ou feliz, etc. Já quem sofre o transtorno de bipolaridade não passa mais que uma hora em um estado de humor apenas.
A principal suspeita é a negação, passe a notar como seus amigos e familiares te tratavam a alguns anos atrás e hoje, a maioria das pessoas que sofrem com a bipolaridade acabam sofrendo também com o afastamento pela falta de paciência que as pessoas tem, não é fácil conviver com uma pessoa que ora está feliz, ora triste, ora irritada, ora eufórica e te tradando de diversas maneiras, infelizmente muitas pessoas se afastam encarando você como uma pessoa desequilibrada, “chata”, mau educada entre outros e não entendem que o que você precisa é de cuidados especiais e muita paciência.
Em momentos de sobriedade converse ou pelo menos tente conversar sobre seus últimos comportamentos com alguém próximo como sua mãe, esposa, marido, irmão etc. é importante saber a opinião de alguém próximo que mesmo se comportando mal sempre te dará apoio sobre como tem sido seu comportamento nos últimos tempos.

Analise alguns sintomas característicos de uma pessoa que sofre com o transtorno bipolar:
Baseia-se principalmente nas oscilações de humor;
Você pode estar muito eufórico por muito tempo e sem motivos;
Humor excessivo e irritante;
Pavio curto;
Alegria exagerada;
Exaltado;
Inquietação, agitação mental e física;
Incapacidade de julgamento;
Aumento de atividades inicia várias coisas ao mesmo tempo, porém é incapaz de terminá-las;
Falar rapidamente e sem anexos;
Agressividade verbal e física;
Comportamento inadequado;
Gastos;
Aumento do apetite sexual;
Expansividade, desinibição, contato social excessivo;
Crenças irreais, idealizações próprias, confiança em si e até a crença em ter poderes sobrenaturais;
Insônia;
Irritabilidade;
Impaciência;
Otimismo;
Grandes idéias;
Hipomania;
E o uso de drogas, inclusive soníferos.
O transtorno pode levar uma pessoa ao suicídio e não é como uma depressão, ele é mais grave, além do apoio familiar o paciente deverá ter o tratamento médico devido ao uso de medicamentos fortes, por isso deve ser levado a sério e quanto antes descobrir melhor, menos chances você terá de sofrer com o transtorno, garantindo mais qualidade de vida e também evita qualquer tipo de prejuízo de quem está a sua volta.

27 de jan. de 2012

Dizem que tenho isso

Dizem que tenho isso
Porque às vezes acordo e choro
As vezes grito e quero ir embora
E ás vezes rio sem motivo...

Dizem que tenho isso
Quando meus medos me assolam
Quando odeio o meu vizinho
E quero ficar sozinha...

Dizem que tenho isso
Quando fico parada
Sem querer fazer nada
Vendo noticiário no domingo...

Dizem que tenho isso
E tenho que tomar lítio
E quero tomar gelada
É o lícito contra o ilícito...

Dizem que tenho isso
Quando não faço o que eles querem
Quando faço o que eles querem
Onde é que eu vou parar com isso?

Só sei que é um transtorno
Ser transtornada nos pólos
Ups and downs 24 hours
Sobes e desces eternos...

E eu vou por aí
Ora meio megabyte
Ora meio transtornada
Ora legal, centrada
Ora igual à guerra no Iraque...
(Mirna Perez)

5 de dez. de 2011

Famosos com transtorno bipolar



Os bipolares são conhecidos por sua bela criatividade, gênio e contribuição para descobertas que se constituíram em grandes benefícios para a humanidade em geral.

Abraham Lincoln (Presidente dos Estados Unidos)
Agatha Christie (escritora de mistério)
Amy Minehouse (cantora)
Amy Lee (cantora dos evanescence, compositora e pianista)
Axl Rose (músico, vocalista do Guns n' Roses)
Brian Wilson (músico, compositor)
Britney Spears (cantora)
Buzz Aldrin (astronauta)
Cary Grant (ator)
Carrie Fisher (escritor, ator)
Cássia Kiss (atriz)
Cassia Eller (cantora)
Cazuza (compositor, cantor)
Celina Borges (cantora, musicas católica)
Charles Chaplin (ator, diretor, roteirista)
Charles Dickens (escritor)
Chico Anysio (humoristico)
Dimitri Mihalas (cientista)
Edgar Allan Poe (autor)
Elvis Presley (cantor, compositor)
Elis Regina (cantora)
Emile Zola (escritor)
Ernest Hemingway (escritor)
F. Scott Fitzgerald (escritor)
Fernado Pessoa (poeta, escritor)
Francis Ford Coppola (diretor)
Georgia O'Keeffe (artista)
Graham Greene (escritor)
Hugh Laurie (ator e músico)
Sting (músico, compositor)
Hans Christian Andersen (escritor)
Honore de Balzac (escritor)
Isaac Newton (cientista)
Janis Joplin (cantora)
Jean-Claude Van Damme (atleta, ator)
Jim Carrey (ator)
Jimmi Hendrix (cantor)
Kay Redfield Jamison (psicóloga, escritora)
Kurt Cobain (vocalista do Nivarna)
Larry Flynt (editor de revistas)
Linda Carroll Hamilton (atriz)
Liz Taylor (atriz)
Madonna (cantora)
Maradona (jogador de futebol)
Marilyn Monroe (atriz)
Mark Twain (autor)
Mel Gibson (ator)
Michelangelo (pintor)
Napoleão Bonaparte (general)
Ozzy Osbourne (cantor, compositor)
Peter Tchaikovsky (compositor)
Phil Graham (dono do jornal Washington Post)
Platão (filósofo)
Renato Russo (cantor)
Rita Lee (cantora)
Robin Williams (ator)
Sigmund Freud (médico)
Tennessee Williams (escritor)
Ulisses Guimarães (político)
Victor Hugo (poeta)
Vincent van Gogh (pintor)
Virginia Woolf (escritora)
Vivien Leigh (atriz, E o vento levou)
Winston Churchill (Primeiro Ministro Britânico)
Wolfgang Amadeus Mozart (compositor)

6 de set. de 2011

Amizade verdadeira

É quando nunca estamos cansados para ouvir;
É quando existe um carinho todo especial;
É quando ficamos preocupados com coisas que achamos que estão erradas;
É quando o amigo se faz presente até nas horas em que achamos que não são precisas;
É quando existe cumplicidade;
É quando temos plena confiança;
É quando tentamos abrir os olhos do amigo
Quando julgamos que esteja fazendo coisa errada não abandonamos.
Enfim, amizade é um bem muito precioso que precisamos conservar sempre, mesmo com todas as dificuldades que a amizade possa oferecer.
Amigos são pessoas muito importantes em nossas vidas, que temos que ter e saber sempre.

1 de fev. de 2011

Quem somos nós?


Estudo sobre o quanto a percepção humana influi na realidade, conduzido em um meio termo de realidade e ficção. 

Produzido em 2004 pelos diretores William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente e escrito pelos mesmos com a participação de Matthew Hoffman, o filme pretende levantar as questões existenciais da raça humana e, sob uma ótica cientifica, respondê-las. Para dar crédito ao discurso defendido, vários membros eminentes da esfera acadêmica e de pesquisa avançada contribuem com suas indagações metafísicas e depois com suas respectivas respostas. No filme, os diretores empregam a fórmula da mistura das linguagens documental e de ficção com o objetivo de ilustrar as complexas suposições e postulados levantados pelos cientistas. Somado a isso temos a presença do gênero comédia, que é usado na tentativa de sublinhar as “patéticas” relações sociais do humano moderno. O produto dessa composição é um filme que acerta em escolher e abordar temáticas de interesse a todos que se julgam seres existentes. Entretanto, o filme erra, ou peca, no momento que chama pra si a responsabilidade de trazer respostas plausíveis em função das descobertas e conclusões da ciência moderna e acaba se limitando a atribuir à Igreja, como instituição, e à Deus as razões das contingências de opressão que atribulam toda raça humana. O eixo central do discurso do filme é o papel da percepção humana na representação da realidade. É alegado que a nossa interação com a realidade externa está intimamente ligada com o nosso conceito construído da realidade. Portanto sugere que existe uma realidade interna e particular para cada ser humano. Essa realidade interna seria a variável resultante da equação que tem como fatores: o ambiente social e material do individuo, sua experiência registrada sobre o ambiente e sua capacidade de captação e interpretação das informações externas. A equação em tela é trazida sob conceitos da Física Quântica, ciência famosa por ser em grande parte empirista e, em ainda maior parte, de ciência de especulação. Nota-se que os elementos citados na equação são muito familiares à teoria Semiótica e aos estudos da Psicologia Comportamental. A diferença está nos termos técnicos usado em cada área do conhecimento. No caso da Semiótica na modalidade de estudo dos signos, a experiência registrada do ambiente externo é trazida sob a estrutura dos léxicos, ou seja, estrutura dos repertórios apreendidos ao longo da interação com os outros seres e com o mundo em si. Essa interação é abordada junto aos fenômenos de comunicação. Estes são a melhor amostra de interação com a realidade e com o ambiente.Ainda sob os aspectos semiológicos, extraímos do filme a conclusão de que não podemos separar o filme, como obra de comunicação, do filme como discurso sobre qualquer assunto que seja. Ou seja, os elementos de fotografia, a interpretação dos atores, a edição, os efeitos visuais e ilustrativos e o discurso são um, o próprio filme. No caso da obra “How the Bleep do We Know? ’’, na versão original, há muita incoerência em diversos casos. O mais significativo é a cena em que a festa de casamento se transforma em um reduto de pessoas agindo ridiculamente. A clara referencia ao gênero “pastelão” atribui ao filme uma corrosão contrastante em relação a toda a atmosfera cientifica e culta construída nos minutos iniciais. De instigante o filme torna-se, em um bólido salto, desprezível. A preocupação dos cineastas em enxotar a pressão social de coerção que a Igreja exerceu ao longo dos séculos foi mal conduzida e acabou se assemelhando mais com uma ideologia de libertinagem do que com uma denúncia da influencia inferida. Em Skinner vemos que as contingências de reforço negativo exercidas por um ambiente social não se limitam a dogmas religiosos, mas sim a conceitos de aceitação em grupos e a regras de comportamento que são constantemente selecionadas pelo meio social. Em suma, os tão odiados conceitos puritanos não são coadjuvantes da coerção social, mas também não são os únicos dignos de acusação, como o filme faz. A obra é bastante interessante quando tenta sustentar o argumento de que a realidade é inferida por nós. As possibilidades de comportamento e de tomada de decisão são ampliadas quando se acredita, debaixo de argumentação científica, que a luz de um objeto externo observada pelo olho e dada pelo olho como real, já estava dentro do olho antes dele observá-la. Mais interessante quando mostra que dentro da física quântica, nada toca nada. No entanto essas cenas atêm-se muito mais como forma documental e informativa do que com argumento de defesa da nossa influencia sobre o real, o espaço e tempo. Quando o filme trata das sinapses dos neurônios, os habitados com a teoria dos signos logo identificam naquelas animações digitais ilustrativas as inter-relações entre os signos e entre as informações respectivas a cada signo e a cada significante. Cada vez que o individuo tem contato com uma situação inusitada e imprevisível, ou seja, que não tinha referências em seu léxico nem em seu lexicográfico, novas ligações são feitas entres os neurônios da mesma forma que em nossa consciência atribuímos novas referencias de informação e de correlação entre o velho e o novo. Popularmente, é o fenômeno de se “abrir a cabeça”. Há, portanto, um brilhante casamento entre o senso comum, a ciência especulativa baseada na razão e as ciência contemplativa, baseada no experimento. Em outras palavras, é a convergência do físico (o tecido nervoso) e o imaginário (a teoria dos signos). Analisando o filme profundamente, é fácil extrair duas conclusões; a primeira é que a Semiótica existe. A segunda, inspirada na primeira, é que a tese da inferência do homem na realidade, a mesma tese do filme, é real, dado que quem procura qualquer coisa no mundo real, acaba encontrando-a desde que acredite nela. Assim como eu fiz quando encontrei a realidade da Semiótica.

31 de jan. de 2011

Além da Vida



Filme trailler do diretor Clint Eastwood
Clint Eastwood dá sua versão sobre o que pode haver além da vida.

2010 foi o ano dos filmes espíritas. Em terras brasileiras o fenômeno pode ser justificado pelo centenário de Chico Xavier, figura maior do kardecismo no Brasil. Mas quando você percebe que isso excedeu o cenário nacional e estará presente nos próximos filmes de Alejandro González Iñárritu, Biutiful (idem, 2010), com o personagem de Javier Bardem ligeiramente tocado pelo dom da mediunidade, e Clint Eastwood, o caso é de se pensar.

Segundo o próprio Clint a idéia deste filme nada tem a ver com os seus 80 anos recém completos. O medo da morte perde disparado para a curiosidade que se tem sobre o que ocorre depois da  vida e esse é o problema que aflige George, o personagem de Matt Damon. Ex-vidente de sucesso, George pensa em seu dom de contato com os mortos como um fardo que o impede de conectar-se verdadeiramente a outra pessoa – principalmente às do sexo feminino. Acabrunhado, ele se isola numa existência comum para passar despercebido ainda que seu irmão Billy (Jay Mohr) não o deixe esquecer do quanto a sua vida poderia ser materialmente melhor se ele simplesmente aceitasse essa existência diferente.

Por outro lado, Marie (Cécile de France) vive uma experiência de quase morte durante um tsunami. A badalada cena merece uma digressão: a primeira vez de Clint pela seara do CG começa meio desacreditada, com  pessoas que parecem saídas de uma das versões de The Sims. O constrangimento porém dura pouco: quando o diretor concentra seu olhar sobre a tragédia pessoal de Marie, a sequência impressiona mesmo.

Num terceiro plano dramático, entram em cena os gêmeos ingleses Marcus  e Jason (vividos por Frankie e George McLaren) cuja história acompanhamos até o momento inevitável da separação. O plot point dos irmãos é previsível sim, mas a mão de Clint acaba suavizando o lugar-comum. Bacana na história dos gêmeos é a busca de Marcus por seu irmão através de várias possibilidades de contato com o pós-vida, esbarrando num charlatão após outro, explicitando um cetiscismo bem clintiano.

O encontro das três histórias é tão esperado que quando chega nos passa uma impressão de correria. Desenvolve-se tanto as linhas narrativas em separado que sua junção e principalmente seus desfechos acabam decepcionando.

O grande problema de Além da Vida é a temperatura. Com a chave virada no morno apenas as cenas pensadamente melodramáticas são capazes de arrancar alguma emoção. Não chega a ser mérito dizer isto, mas não fosse Eastwood o diretor, veríamos uma sucessão de erros grosseiros. Mas sua pegada forte segura a onda do filme e o encaminha para longe dos sentimentalismos religiosos.

Uma médica é chamada para endossar o livro que Marie pretende escrever sobre o episódio que mudou sua vida. O próprio George demonstra uma explicação pautada em um histórico científico para contar sua  trajetória com a mediunidade, e o roteiro não faz dele o dono da verdade. Todos estão perdidos atrás de respostas e algum consolo para o inexplicável.

Posto isto, resta dizer ao leitor que Clint Eastwood maneja o guidon do filme muito bem. A busca por outras possibilidades de entendimento sobre a espiritualidade ou sobre como lidar com o desconhecido nunca saiu realmente de moda. O tema talvez tenha enfraquecido devido a um alto grau de pieguice ou moralismo a ele associado. Nesse ponto Eastwood se sai bem, mesmo sem se deter num projeto ou numa resposta fechada para a questão. Quando George entra em contato com Marcus/Jason e o espírito lhe conta sobre a liberdade de ser qualquer coisa neste outro plano, Além da Vida encosta levemente na temática desenvolvida por Apichatpong Weerasethakul em Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas (Loong Boonmee Raleuk Chat, 2010), filme que arrebatou a crítica em Cannes por naturalizar a coexistência dos planos espiritual, humano e animal. Sem fixar nenhuma resposta, Clint e Apichatpong nos mantêm em suspensão mas nos pedem para acreditar que tudo é possível, desde que se saiba contar uma história.

Canção do Mar



Cantora portuguesa Dulce Pontes, linda canção

Declaro-me vivo! Luis Espinoza

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings --nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And --which is more-- you'll be a Man, my son!

(Rudyard Kipling)

Nunca desista

Nunca desista de ser feliz...
Existem pedras.
Não desista de andar...

Existem barreiras.
Não desista de passar...

Existem os noz.
É preciso desatar...

Existe o desânimo.
É a pior coisa que há...

A estrada é longa.
Não desista de chegar...

Existe o cansaço.
É preciso caminhar...

Existe a derrota.
Você nasceu para ganhar...

Existe o desamor.
É fundamental amar...

(autor desconhecido)

A arte de escrever e pintar

O poeta encanta escrevendo amor.
O pintor encanta, pintando amor.
O poeta e o pintor não têm diferença.
Cada um segue sua crença.
Acreditando em sua obra, mostrando
Em seus requisitos o que lhe é bonito.
Ambos fazem poesia, pintando e recitando..
O poeta escreve pintando a vida.
O pintor pinta fazendo poesia.
O poeta pinta seus sonhos.
O pintor cria sonhos aos olhos.
Na tela o pintor joga suas tintas
Para fazer de seus desenhos
O mundo mais colorido atraído.
Uma bela poesia saída do pincel.
No papel o poeta junta suas letras
Fazenda do poema e poesia.
Uma forma das pessoas
Viverem um pouco de fantasia.
O poeta e o pintor têm a mesma intenção
Em seus trabalhos jogar a poesia no coração.
O pintor ao deslizar o pincel,
Faz da poesia uma grande aquarela.
O poeta com seu escrever,
Faz de seu poema a tela mais linda de se ver!
Imagine agora, poeta e pintor,
Colocando em nosso mundo,
Um pouco de fantasia e cor.
Na tela ou na poesia!
Ambos passam a magia.
Ambos precisam de inspiração.
Ambos atingem a visão e o coração
Do leitor e do apreciador
Ambos são poetas...!

(Anna A Flor de Lis)

Pensando na vida

Às vezes somos invadidos por uma solidão
tão grande que nos faz pensar que somos
uns fracassados ou injustiçados;

Às vezes nos damos conta que sentimos
tanta saudade de alguém que nos dá vontade
de tirar este alguém do nosso pensamento
e abraçá-lo de verdade para sentir o seu calor;

Às vezes nos intimidamos com as barreiras que
a vida nos impõe e até esquecemos que existem
caminhos alternativos que nos levarão ao nosso destino;

Às vezes nos encantamos com as aparências
e, mais tarde, percebemos que elas apenas nos
enganam e nos decepcionam;

Às vezes corremos tanto atrás de riquezas
materiais que esquecemos de regar
as flores que enriquecem a vida;

Às vezes deixamos de sorrir
tornando o nosso dia cada vez mais escuro.

Nessas horas, precisamos buscar um grande sorriso
para alegrar o nosso coração e para entendermos
que temos apenas uma vida com vários momentos que devem
ser adoçados na medida certa para que a felicidade nos encontre.

Precisamos, nesses momentos, ter absoluta consciência
de que o melhor futuro será, sempre, edificado sobre um passado esquecido.

Precisamos entender que ser feliz não é ter o melhor de tudo.

Ser feliz é usufruir o melhor de tudo que encontramos pelo caminho
e para isso é necessário despejar no abismo do esquecimento todas as
dores e fracassos do passado.

Não existe escuridão que possa esconder, de nossa alma,
o lado positivo das coisas impedindo o nosso caminhar pela vida.

Pense nisso!

(Magno R Almeida)

30 de jan. de 2011

A Publicidade por quem entende

- Publicidade é a melhor coisa que alguém pode fazer vestido.
- Ser publicitário é absolutamente maravilhoso ou totalmente insuportável.
- Maravilhoso quando você faz um trabalho brilhante e consequente.
- Insuportável quando isso não acontece.
- Tive certeza da escolha profissional quando percebi que um problema de mercado era apenas um delicioso desafio.
- O dinheiro compensa, mas não é tudo. E nem é tanto quanto imaginam.
- Tudo é fazer trabalhos que, além de serem boa publicidade, se transformem em componentes da cultura popular.
- A faculdade não me ensinou praticamente nada.
- Algumas aulas e muita leitura me ensinaram muito.
- O trabalho me deu disciplina.
- O mercado é sempre bom para quem tem algum talento e muita vontade de trabalhar.
- Iniciar sempre é difícil. Quem começa deve ter algum talento e trabalhar como se não tivesse nenhum.
- Alguma sorte também ajuda.

Quer ser um profissional de publicidade?



1 – Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas).
2 – Te pagam para fazer o cliente feliz (que nem as putas).
3 – Seu trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas).
4 – Você é mais produtivo à noite (que nem as putas).
5 – Você é recompensado por realizar as idéias mais absurdas do cliente (que nem as putas).
6 – Seus amigos se distanciam de você e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas).
7 – Quando você vai ao encontro do cliente você precisa estar apresentável (que nem as putas), mas quando você volta parece que saiu do inferno (que nem as putas).
8 – O cliente sempre quer pagar menos e quer que você faça maravilhas (que nem as putas).
9 – Quando te perguntam em que você trabalha você tem dificuldade para explicar (que nem as putas).
10 – Se as coisas dão erradas é sempre culpa sua (que nem as putas).
11 – Todo dia você acorda e diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO (que nem as putas).
12- O pior é que a gente gosta (que nem as putas).

Vida de publicitário


 
Publicitário não come, degusta o produto.
Publicitário não cheira, sente a fragrância.
Publicitário não toca, examina o design.
Publicitário não dá a resposta, cria outra pergunta.
Publicitário não conquista, persuade.
Publicitário não tem destino, tem target.
Publicitário não ouve barulho, ouve ruído.
Publicitário não fala, envia mensagem verbal.
Publicitário não procura endereço, procura praça.
Publicitário não escuta, decodifica a mensagem.
Publicitário não tem idéia, tem brainstorm.
Publicitário não recebe resposta, recebe feedback.
Publicitário não tem memória, tem repertório.
Publicitário não lê, decifra o código textual.
Publicitário não pergunta, faz pesquisa.
Publicitário não ouve música, ouve trilha sonora.
Publicitário não tem lista, tem mailing.
Publicitário não copia, se inspira.
Publicitário não vê outdoor, vê mídia exterior.
Publicitário não dirige, faz test-drive.
Publicitário não falece, foi seu ciclo de vida que chegou ao fim.

Decifra-me

Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica,
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção.
Tenho razões e motivações próprias,
Sou movido por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu,
Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos,
Eu e minha alma.
Sua incerteza me fere,
Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.
Não me fale de nuvens,
Eu sou Sol e Lua,
Não conte as poças,
Eu sou mar,
Profundo, intenso, passional.
Não exija prazos e datas,
Eu sou eterno e atemporal.
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem.
Vivo em cada molécula,
Sou o todo e sou uno,
Você não me vê,
Mas me sente.
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no meu sorriso.
Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim.
Eu sou começo e fim,
E todo o meio.
Sou seu objetivo,
Sua razão que a razão
Ignora e desconhece.
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.
Sou tudo,
Sem mim, tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou Fênix,
Renasço das cinzas,
Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer.
Mudo protagonista,
Nunca a história.
Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.
Sou música,
Ecôo, reverbero, sacudo.
Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.
Sou água,
Afogo, inundo, invado.
Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.
Sou clima,
Proporcional a minha fase.
Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.
Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço...
Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.
Sou seu problema
E sua solução.
Sou seu veneno
E seu antídoto
Sou sua memória
E seu esquecimento.
Eu sou seu reino, seu altar
E seu trono.
Sou sua prisão,
Sou seu abandono e
Sou sua liberdade.
Sua luz,
Sua escuridão
E seu desejo de ambas,
Velo seu sono...
Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma idéia do que sou.
Muito prazer, tenho vários nomes,
Mas aqui, na sua terra,
Chamam-me de AMOR.

Despedida

Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Aqui passei os melhores anos de minha vida, fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre. Por isso tenho que comemorar!

Esse é um momento especial! É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos mas, felizmente, por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.

Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui.

Nada como o tempo

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!